Interessante é a idéia que temos sobre os dias. É comum ouvir alguém que este ou aquele dia foi bom, ruim, chato, pesado, tenso, ou até mesmo “o melhor da minha vida”… Estive pensando sobre isso, os dias, desconfio que seja apenas uma forma de organizar e categorizar o tempo e assim criar uma ‘caixinha’ ou divisão para esses ciclos de dia e noite que acorrem… Tudo bem que cada um vê de uma forma e tem o seu de acordo com suas condições, mas o que me tocou foi pensar no que eles de fato representam.
A vida é feita de dias felizes, nos outros é apenas a vida. Aqui está o resumo da minha conclusão, entretanto, cuidado com o que você pensará sobre isso. A vida nos outros dias é muito mais cheia de penumbra, decepção e dor do que inicialmente é possível imaginar, talvez até seja tema para discutir em outro momento… A vida é feita de alguns poucos e raros bons dias, seja pelo que for, e no resto é só aquela vida pesada, chata, compromissada e cheia de descaminhos.
Vivemos cada dia sem perceber o que ele foi, um dia que não volta mais, tanto aquele que você torceu pra acabar logo quanto aquele que deveria ser eterno. Por isso mesmo que o dia seja ruim é importante tentar vivê-lo com intensidade, bastante consciência de que ele “já era”, o modo como foi é uma consequência, desconsiderar sua perenidade é um risco que todos aceitam inconscientemente. Cada dia de trabalho, estudo, diversão, tristeza, felicidade… é um dia a menos na incerta quantidade de dias que foram reservados pra você, então como vivê-los da melhor maneiras possível? Não sei! Mas penso que só de pensar que ele é único já faz uma diferença enorme.



