Me incomoda muito essa tal sociedade da informação. Alguns entusiastas dizem que será a solução para as comunicações, os pessimistas dizem que é o fim da vida social. Eu não acredito em nenhum dos dois casos, penso que estamos caminhando rumo a uma sociedade em que todos falam e todos ouvem (ou não), entretanto, ninguém diz nada. São tecnologias da informação e comunicação certo? As informações são repetidas e normalmente pouco informam. A comunicação… Ah! A comunicação! Ai está um caso interessante. Podemos falar com qualquer pessoa do mundo, porém só falamos com aqueles que aprovam nossas idéias, nossos interesses, nossos assuntos… Os que estão fora disso são adubo para germinar os tais Trolls da internet.´
A moda é falar de rede social, onde o capital é ter muitos “amigos”, o sentido é se mostrar e a comunicação é feita através dos mecanismos de marketing dos provedores dos serviços online. Surge então o twitter, onde você pode fazer tudo isso com a falsa sensação que está se comunicando por estabelecer as relações através de texto, ou os famosos 140 caracteres. Parece mais um hospício, pessoas falando sozinhas sobre assuntos relativamente interessantes, de forma superficial pela limitação textual imposta, outros falando da vida pessoal, reclamando, falando de Deus, de amor, de ódio…
No final estamos sempre falando sozinhos nesse mundo virtual. É uma sensação constante de falar ao mundo que está de olho, mas que não responde. Falar sozinho é uma habilidade que desenvolvemos diariamente na internet. Se fosse um “falar sozinho” que servisse de auto reflexão… mas não é um falar sozinho com muitos traços de instabilidade psicológica, vazios sentimentais, ausências diversas.
Escrever em blogs é a forma de falar sozinho mais louca ainda. No blog você fala mais, sem restrições, sem limites textuais, sem limites de espaço… então num blog você pode ser mais maluco que o normal, é como se fosse uma salinha onde você se prende e solta sua loucura sem medo. Falar sozinho pode até não ser loucura, internet pode ser uma coisa interessante e muito útil, comunicação sempre haverá; então onde está o problema? na falta de resposta ou na falta de idéias?
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O fado em mim
Certas coisas têm me dado indícios de que estou ficando velho. Apesar de minha relativa pouca idade, já apresento fios de cabelo brancos, gosto de bandas antigas, meus alunos tem pelo menos 17 anos a menos que eu, sem falar que fui testemunha ocular de eventos que constam nos livros de História. Em minha aulas posso dizer aos alunos com muita propriedade: “Meninos eu vi”! Inclusive essa frase também é de um narrador de futebol já considerado “das antigas”.
O mais sintomático, porem, foi perceber o quanto o fado me toca. Digo isso por saber que antes eu classificaria qualquer pessoa que declarasse gostar deste estilo musical como velha. Fora outros elementos, como teimosia e manias, acredito estar me tornando uma pessoa muito contemplativa. O fado me traz um ambiente de quietude, tranqüilidade, reflexão e lembranças. Me pego lembrando de coisas e lugares que nunca vi ou visitei antes durante essas canções.
Não sabe o que é fado?! É um estilo musical nativo de Portugal, que normalmente é cantado por uma única pessoa, com letras de temas variados, e cantando normalmente de forma melancólica e cheia de dor. Em mim é um estilo que causa saudade, pensamentos que se perdem pela noite, vontade de amar, acreditar no futuro por aquilo ser apenas uma lamentação do que se foi. Confesso que se estiver num daqueles dias… dá pra chorar com facilidade ouvindo um bom fado!
Talvez pelo de ser brasileiro eu não entenda muito bem como funciona o fado, mas tenho a sensação de que é o tipo de música pra se ouvir sozinho. Sem falar o detalhe muito interessante: ouvir uma música estrangeira da qual se entende toda a letra. Gosto muito de ouvir a cantora Mariza, como ela canta bem. O vídeo abaixo é de uma música cantada por ela, uma das quais me traz a sensação de lembrar, não sei do que, mas que a sensação é essa não tenho dúvida.
Mariza – Fado em mim.
Problemas no serviço de hospedagem
Mais uma vez tive problemas com o serviço de hospedagem, desta vez corrompeu o banco de dados do site, perdi os artigos, deu pau no sistema inteiro e como sempre nada pode ser salvo. Desta vez eu não tinha feito backup e só consegui salvar uma postagem que tinha um rascunho.
O que é Virthus?
Nada melhor para um “primeiro” post, após problemas técnicos, do que responder a uma pergunta que se repete com certa freqüência: o que é virthus? Bom primeiro vale dizer que esta palavra é uma modificação da original virtus. É a palavra latina que significa virtude em nosso bom e velho português. É um termo que indica uma capacidade qualquer ou excelência, seja qual for a coisa ou o ser a que pertença. Possui basicamente três significados: a capacidade ou potência em geral, a capacidade ou potência do homem e a capacidade ou potência moral do homem.
Conheci esta palavra durante a leitura do livro O Anticristo de Nietzsche. Achei interessante como ele empregava a palavra em seus argumentos e assim busquei seu significado. Descobri que ela guarda muitas controvérsias e possibilidades em sua compreensão. Daí passei a usá-la como nick (apelido) na internet, como por exemplo no finado mIRC, ICQ e principalmente fóruns dos quais participo.
Por que esta palavra? O conceito me agrada, por indicar em certa medida a possibilidade de ser de cada um de nós. Estou sempre em conflito pessoal, questionando meus atos, minhas atitudes, minhas idéias, o uso das minhas habilidades e/ou a ausência delas. Serve como um refresco para minha memória, preciso lembrar constantemente de superar esses problemas. Fora isso também me agrada muito estética e foneticamente.
Em relação a imagem acima, que uso como logo, ela surgiu quando participava do fórum Art Design Brasil. Neste fórum como o nome sugere é discutido temas sobre design, mas principalmente são oferecidos “treinamentos” em photoshop aos seus usuários, e a atividade do pessoal lá é criar assinaturas e avatares para os usuários de fóruns parceiros.
Eu fazia parte de uma “turma de estagiários” do fórum e uma das tarefas que me deram foi criar um avatar e uma assinatura pessoal. Encontrei no Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci a inspiração e a base para a elaboração do meu avatar. O desenho de Leonardo da Vinci representa a simetria do corpo humano e a perfeição das suas medidas. Não “inventei muita moda” porque queria que ficasse o mais simples possível, deixando parecido com o original, e também por eu não dominar tão bem o photoshop, pois estava no início do curso.